A injustiça é uma das mais danosassituações em que um ser humano pode viver. É da injustiça que nasce o fascismo.É no fascismo que os conceitos de nação e raça prevalecem sobre os valoresindividuais e os direitos coletivos.
Com maior ou menor intensidade, o fascismoestá sempre presente nas ditaduras, caracterizadas por governos autocráticos,centralizados na figura de um ditador. É nos períodos de ditadura que maisprosperam as violações de direitos.
Quando isso acontece, a máquina doEstado deixa de fazer justiça e parte para o justiçamento. As leis são deixadasde lado e há juízes que se sentem empoderados para condenar com base apenas emconvicções, sem provas. A condenação semprovas configura a instalação das garras da ditadura também no judiciário.
Todos aqui conhecem pessoalmente o “ZéDirceu”. Muitos e muitas de vocês que agora me ouvem, eram frequentadores dasala onde Zé Dirceu trabalhava no Palácio do Planalto.
Sim, quem conhece a história recente doBrasil, sabe que muita gente sempre buscou se aconselhar com ele, porque neleSempre encontraram a sapiência de umlíder visionário que ousou apostar na esperança, ousou construir um projeto denação, e ousou promover politicas púbicas de inclusão social que ajudaram tiraro Brasil do Mapa da Fome, mudando, para melhor, as condições de vida daspessoas mais pobres deste país.
Pois bem: Hoje a injustiça de membrosdo sistema judiciários que, em vez de julgar com base em provas (queinexistem), fazem de Zé Dirceu um preso político. Levante a mão quem não ouviua declaração do voto da ministra do Supremo Tribunal Federal no dia de suacondenação. Disse ela, “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas voucondená-lo porque a literatura jurídica me permite”.
Meus amigos, minhas amigas, é devernosso defender a democracia e combater a injustiça Hoje, é Zé Dirceu que estásendo tratado desta forma. Amanhã, poderá ser qualquer um de nós. Levantemos,pois, a nossa voz, não somente para defender este grande brasileiro que é ZéDirceu, mas para defender um Brasil mais justo para todos os brasileiros e paratodas as brasileiras injustiçados por nosso próprio sistema de Justiça. Sim, épreciso lutar contra essa Justiça que, cometa os erros que cometer, segueimpune e livre para impetrar suas arbitrariedades.
Infelizmente, ela pode punirinjustamente, porque não há quem a regule, não há quem a puna, não há quem afaça parar a tirania das condenações sem provas, como a de Zé Dirceu. E o nossosilêncio a faz sentir mais poderosa, ainda.
Meus senhores e minhas senhoras: Osilêncio contra o arbítrio da justiça nos diminui como parlamentares, e, principalmente,como seres humanos. Esse silêncio ensurdecedor, quando estudado em um futurorecente, visto sob a luz implacável da história, pesará sobre nossasbiografias,
A história dirá aos nossos filhos enetos, e às gerações vindouras que nos nos acovardamos diante de uma justiça.Saberão todos que covardemente nos calamos ante a perseguição política de juizde plantão a um cidadão íntegro chamado José Dirceu de Oliveira e Silva, o ZéDirceu.
Olhemos para o povo lá fora!
Olhemos para a nossa juventude, filhose filhas nossos que se envergonharão um dia de nossas fraquezas!
Olhemos para as milhares de pessoas quenos colocaram aqui com o seu voto cidadão para que, em seu nome, lutássemospara manter e ampliar os justos direitos conquistados pelo povo brasileiro.
Amigos e amigas, honremos nossosmandatos da forma que a sociedade brasileira quer e espera: façamos cumprir asleis brasileiras, porque fora da lei não há justiça, e permitir que prevaleçaessa injustiça contra Zé Dirceu é abrir caminho para que o Brasil retroceda aostristes tempos da ditadura, da tortura e dos presos políticos.
Gritemos, pois, em alto e bom som:
Vida longa a Zé Dirceu!
Liberdade para o preso político ZéDirceu!