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Governo apoia a fruticultura baiana.

Governo apoia a fruticultura baiana.

14/12/2017 07h41 Atualizada há 9 anos atrás
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Governo apoia a fruticultura baiana.

O Sistema Produtivo de Fruticultura foi o tema da reuniãoque aconteceu nesta quarta-feira (13/12) no Senai Cimatec e reuniu diversosatores da indústria, processadoras de frutas, produtores, sindicatos,representantes financeiros e Governo do Estado. De acordo com Juliana Araújo,diretora de Relações Empresariais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico(SDE), foram discutidas na reunião entraves e desafios do segmento.

Araújo explicou que a SDE está trabalhando duas vertentes:os sistemas produtivos e os estudos territoriais e a ideia é convergirterritórios com sistemas produtivos de cada município que serão pilares do PDIBahia 2035, planejamento de longo prazo desenvolvido pelo Governo do Estado.

"Tivemos a oportunidade de conhecer a Política Nacionalde Fruticultura, que em breve será enviada ao Ministério da Agricultura, etodos os presentes tiveram a oportunidade de colocar suas críticas e sugestões.Além disso, foi conversada a possibilidade da criação de um fundo para odesenvolvimento do mundo agro focado em fruticultura. Estamos fazendo asensibilização de órgãos como o Desenbahia, a Bahiainvest, Inseed - Gestora deFundos de Investimento e o Sindicato de Frutas da Bahia", explica JulianaAraújo.

A apresentação da Política Nacional de Fruticultura ficoupor conta de Etélio Prado, da Associação das Indústrias Processadoras de FrutosTropicais - ASTN. " O plano está sendo concebido por um grupo deprofissionais que está envolvido com o setor e deverá ser assinado em janeirode 2018. Estamos coletando através de audiência pública todas as informaçõespossíveis e cabíveis que auxiliem no aperfeiçoamento do plano que com todacerteza ajudará a cadeia produtiva de fruticultura", afirma.

Jeandro Ribeiro, chefe de gabinete da Secretaria deDesenvolvimento Rural (SDR), acredita que a reunião criou um ambiente deintegração de forças que promovem a convergência das ações. "O setor estápresente em diversos territórios do estado, a exemplo do cacau no Litoral Sul,o mamão no Extremo Sul, o maracujá e a manga no Sertão Produtivo e o caju noLitoral Norte. A agricultura familiar está muito envolvida no contexto dacadeia da fruticultura e o Estado da Bahia, através da SDR, vem entendendo issoe executando ações", diz.

Futuro

O presidente do Sindisucos, Luiz Hermida, comemora aabertura de diálogo com o Governo do Estado. "Estamos há algum tempoconstruindo esse diálogo com objetivo de reerguer a cadeia da citriculturabaiana. Nós temos um potencial muito forte, a Bahia tem uma agroindústria que éuma das maiores produtoras de frutas como laranja, manga, maracujá, goiaba emamão. Parte dessas frutas tem inserção nas cadeias produtivas globais e aindústria baiana tem capacidade de gerar exportações para essas frutas e chegaraos mercados consumidores do mundo inteiro com produtos de altatecnologia", diz.

Em relação às indústrias menores, Hermida afirma que épreciso apoio para estruturar de forma adequada a APL (Arranjo Produtivo Local)para que a produtividade e a qualidade da fruta produzida na Bahia cresça e oparque industrial comece a trabalhar de forma plena. "Hoje trabalhamos coma capacidade de mais de 50%. Temos capacidade de produção, mercado e expertise,o que está faltando é matéria prima de qualidade a preço competitivo, que porsua vez vai gerar emprego e renda para o estado", explica o presidente doSindisucos.

Gustavo Camargo, gerente de compras agro do grupo inglês Britvic,uma das maiores companhias do mundo no setor de bebidas não alcóolicas, e queno Brasil é proprietária da Ebba – Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos,veio até a Bahia participar do evento e entender as dificuldades que o produtortem e saber como a indústria pode atuar em parceria com esses órgãos e com osagricultores.

"Um evento como esse é muito importante paraagroindústria como um todo, já que envolve vários segmentos e órgãosimportantes. Para nós a parceria com a agroindústria é muito importante,principalmente nosso grupo que planeja crescer no âmbito tanto nacional quantointernacional", afirma Camargo.

Com unidades industriais em Aracati (Ceará), em Atolfo Dutrae em Araguari (Minas Gerais), a Ebba possui uma capacidade anual deprocessamento de aproximadamente 40 mil toneladas de fruta e produção de maisde 200 milhões de litros de suco. Fazem parte da empresa, as marcas BelaIschia, Da Fruta e Maguary, as duas últimas com mais de 30 3 60 anos de mercadorespectivamente.

Tecnologia


"Considero que este é um trabalho bastante importantepara definição dos próximos passos a serem desenvolvidos. Há toda umaestruturação envolvendo desde a cadeia da agricultura familiar até a parte datecnologia para grandes indústrias. No Cimatec, temos condições de apoiar odesenvolvimento desses atores na parte da tecnologia, da inovação e capacitaçãode pessoas no desenvolvimento empresarial como um todo", afirma CleideGuedes, gerente da área de alimentos e bebidas e metrologia do Senai Cimatec.
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