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NÃO É A EXTREMA DIREITA. (Por Francisco Costa)

NÃO É A EXTREMA DIREITA. (Por Francisco Costa)

14/12/2017 08h33 Atualizada há 9 anos atrás
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Não, não está, e melhor que estivesse.

E porque digo melhor que estivesse?

Porque estaríamos travando uma luta ideológica e não desobrevivência do país e seu povo.

E que garantias dou que não estamos nas mãos da extremadireita?

Assim como a extrema esquerda se caracteriza pelo comunismoortodoxo, fundamentalista (no sentido de se fundamentar nos escritos de Marx,literalmente), na extrema direita temos o nazi-fascismo, ortodoxo ou em suasvariações (neo).

Parêntesis: acho engraçadíssimo, os bolsonaristas afirmandoque o nazismo é uma doutrina de esquerda, alegando a palavra socialismo(Nationalsozialistische Deutsche – Nacional Socialismo Alemão) no nome dopartido justifica. Cá temos o PSDB, um partido neoliberal, com Social Democraciano nome ou, ironia das ironias, o Democratas (Dem) como sucessor, em linhagemdireta, da Ditadura Militar.

Tivessem lido Hitler (Mein Kampf, Minha Luta) e logo nointróito teriam lido líder Hitler conclamando o empresariado alemão acontribuir com “a reconstrução da Alemanha”, saberiam que as multinacionaisalemãs de hoje nasceram na guerra, mas deixemos os bolsonaristas pra lá,precisam aliviar o mito neonazi.

O nazismo e o fascismo têm duas características que osgolpistas não têm: são partidários de um estado forte e, por conseqüência, sãoextremamente nacionalistas, chegando à xenofobia.

O atual governo brasileiro não tem caracterizaçãoideológica, é simplesmente uma quadrilha de mercenários servindo ao capitalmultinacional, não por ideologia, mas por comissões, por dinheiro.

E como chegaram ao poder, sem uma matriz ideológica que ossustente e justifique?

Com a América Latina se inclinando para a esquerda, não pordeliberação de governos, mas por evolução natural das exigências sociais(Chávez-Maduro, Kirchner, Evo Morales, Lugo, Bachelet, Mujica, Lula...), com onacionalismo em alta e políticas de justiça social se aprofundando, o impériocontra atacou, optando pela judicialização da política, fazendo nos tribunais oque outrora fizera nos quartéis, corrompendo e doutrinando.

No Brasil ficou fácil: com uma vasta quadrilha sobsuspeição, às portas dos tribunais, graças à política anticorrupção entãoempreendida por Lula e Dilma, fortalecendo o Ministério Público e a PolíciaFederal, quase os emancipando, bastou inverter a mão, transformando os deslizesdos governantes em crimes hediondos ou criando crimes inexistentes, com o apoioda mídia impondo a política de comitiva (condução de boiada, termo pantaneiro).

Assim, notórios e históricos corruptos (Cunha, Gedell, Jucá,Temer, Moreira Franco...) chegaram ao poder.

Despreparados, porque não mais que ladrões, em toda acarreira política, subordinaram-se, por questão de sobrevivência política, ahomens de confiança do império, onde sobressai o nome de Henrique Meirelles, expresidente Mundial do Bank Boston, e do PSDB, com Aécio Neves, notóriocorrupto, fazendo a ponte.

O povo brasileiro hoje resiste não a uma doutrina, a umafilosofia ou opção ideológica, mas à criminalidade e ao colonialismo.

A degradação moral brasileira chegou a tal patamar que oembate não se dá mais entre esquerda e direita, mas entre a honestidade e obanditismo, o colonialismo e o patriotismo.


Por Francisco Costa.
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