O que seria um crime comum, derepente se transformou em crime com envolvimento de políticos. Pego eminterceptação telefônica, Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimentoda Petrobrás. Ele teria, segundo a acusação, se associado com outrosfuncionários da estatal, a empreiteiros e políticos para “lavagem dedinheiro” e assim, obterem benefícios financeiros.
Quando juntou doleiroscriminosos e diretores da Petrobrás o juíz responsável transformou o caso em umshow midiático. E foi assim que ela ganhou os holofotes da grande imprensa que,associada a ala da direita política brasileira, manipularam a opinião públicabombardeando diariamente com notícias negativas contra o Governo da PresidentaDilma Roussef. O resultado nós sabemos, foi o Golpe Jurídico/Politico.
Uma parcela da populaçãoinduzida a negar a política, foi às ruas e foi assim que os arquitetos dessesmovimentos todos, tiveram o aval para fazer o que bem queriam. Enquanto todaessa manipulação acontecia, o juíz e os promotores se tornavam cada vez mais pessoas presentes em eventos públicos e redes sociais. Eles se tornaram eincentivaram o culto ao mito da Lava jato. Acharam-se verdadeiramente OsIntocáveis e começaram a praticar “conduções coercitivas sem intimaçõesprévias, abuso no emprego de prisões preventivas e processos acelerados para,obter delações premiadas forçadas, a maioria dos réus presos, que servem de basepara novas condenações sem provas. (Os crimes da Operação Lava Jato)". Enquanto a população os aplaudia, eles praticavam todos os tipos de abusos juridícos.
Mas como toda injustiça nãodura para sempre, os paladinos de Curitiba associados com membros da políciafederal e a grande imprensa, começaram a ser acusados de venda de sentença paraa libertação dos maiores delatores e de doleiros, por Rodrigo Tacla Duran,ex-advogado da Odebrecht e da UTC. O maior denunciado foi o amigo do SérgioMoro, Carlos Zucolotto Jr, ex-sócio da esposa do juíz federal e padrinho decasamento do casal, que teria oferecido delação premiada com pagamento de caixa2. A justiça feita em Curitiba começou a ser questionada.
Com a notícia da venda desentenças para libertar delatores da operação conduzida pelo juíz Sérgio Moro,a população começou a descobrir como vivem essa turma após obterem liberdade.Alguns deles moram em mansões que valem R$ 15 milhões de reais, conformedenúncia na imprensa. O Paulo Roberto Costa, que antes para a justiça era tidocomo exemplo de funcionário corrupto, agora vive em um condomínio de luxo nacidade de Petrópolis no Rio de Janeiro, onde pode desfrutar de uma vida de rei.Ex-diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, também vive naserra fluminense. Ele cumpre prisão domiciliar. O condomínio em que “tira” suapena tem sítios com imóveis avaliados em R$ 2,5 milhões. Já o engenheiro eempresário Zwi Skornicki, que confessou pagar R$ 4 milhões em propina para omarqueteiro João Santana, condenado a 15 anos de prisão, e após acordo dedelação premiada vive em uma mansão na Barra da Tijuca, também, no Rio deJaneiro. O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, após acordo de delaçãopremiada vive hoje em Fortaleza no Ceará em uma casa de luxo vivendo uma vidade nababo.
Para todos os outros delatoresque receberam o passe para a liberdade após acordos com procuradores e o juíz,estão curtindo a vida como se tivessem ganho um prêmio da Mega Sena acumulada.Para todos eles, há notícias de que devolveram só parte do valor que teriamganhado através do crime, mas que teriam, com a anuência da justiça, ficado com boa parte dos valores surrupiados.
Essa foi a justiça para quemteve advogado indicado para fazer a defesa pela força tarefa da Lava jato,segundo o próprio Tacla Duran. E onde as provas são robustas. A injustiça,parece que ficou para aqueles que a Lava jato não consegue provas, mas quecondenaram e querem destruir politicamente.