Com a visibilidade alcançadanacionalmente, outros artistas se juntaram a campanha, entre eles, Caetano Veloso,Djavan e Nando Reis.
Mas o que poucos sabem é queessa briga entre os compositores baianos e ACM Neto não é nova. Quem primeiro feza denúncia foi Manno Góes. Autor de Mila”, “Praieiro”, “Tchau, I Have To Go Now”,entre outros sucessos gravados por Daniela Mercury, Netinho, Ricardo Chaves, BiquíniCavadão, Asa de Aguia, entre outros. Ele chamou o prefeito de “anão” e “caloteiro”por deixar de pagar o ECAD - Escritório Central de Arrecadação e Distribuiçãodos direitos autorais. E por isso está sendo processado. Mas Manno só quer queseus direitos e de todos os compositores sejam garantidos.
Manno é um artista engajado nadefesa de uma sociedade mais justa para todos. Em suas redes sociais ele, porvárias vezes, já se manifestou publicamente contra o Golpe dado na democraciabrasileira em 2016. Basta ver o seu perfil e se percebe que o compositor é, nomomento atual da música brasileira, engajado na causa do povo. Enquanto muitospreferem o silêncio, e como ele mesmo diz, "babam ovo" esperandoserem contratados para as festas da cidade, ele denuncia não se cala diante doserros da gestão.
Em uma de suas declaraçõespúblicas, ele disse, “faz cinco anos que a prefeitura de Salvador - leia-se ACMNeto (o herdeiro do avô-bandido maior do Nordeste), não paga direitos autorais.Cada compositor de cada música que você ouviu e ouve em shows em Salvador -seja de Nando Reis ou do Psirico - não ganha direito autoral porque Neto - oaliado de Temer (aquele que diminuiu seu salário), não paga os autores. Neto, oamigão de Aécio, no alto de sua vigarice e prepotência, acha que autores nãovalem nada”.
A época das primeiras denúncias,Manno só contou com o apoio de outro compositor, Jorge Papapá, um dos maisrespeitados da Bahia (autor das músicas “deixo e “Ilumina” gravadas por IveteSangalo). Eles inclusive protagonizaram um debate nas redes sociais que virounotícia. Músicos baianos eram “um bando de lambe c*”. “Calma aí, primo! Atinjao bandido, mas não mate o artista!”, pediu Papapá. Os dois concordaram que oalvo deveria ser ACM Neto que se nega a pagar os direitos autorais.
Agora com a visibilidadenacional que a campanha iniciada por Manno Góes conseguiu, espera-se que oprefeito de Salvador pague os direitos de execução a que o município está sujeito.