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Paralisação da reforma agrária por Temer compromete produção de alimentos, diz Valmir.

Paralisação da reforma agrária por Temer compromete produção de alimentos, diz Valmir.

07/03/2018 07h37 Atualizada há 8 anos atrás
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Paralisação da reforma agrária por Temer compromete produção de alimentos, diz Valmir.


O deputado federal aponta que mesmo nos governos petistas,os movimentos de luta pela terra nunca se calaram sobre a secundarização daspolíticas de reforma agrária. “Denunciamos a queda do número de assentamentoscriados, em contraste com a grande quantidade de famílias acampadas. Noentanto, após o golpe de 2016, as políticas de reforma agrária inexistem aoponto de nenhuma família ser assentada em 2017”. Assunção explica que aparalisação da reforma agrária significa um forte ataque à produção de alimentos,que estão cada vez mais caros nos mercados, justamente por falta de políticasque subsidiem a agricultura familiar, responsável por 70% da produção dealimentos no país. “Ao contrário, os golpistas, incluindo a bancada ruralista,trabalham diuturnamente para aumentarem a área de produção de commodities, quenão alimenta o povo brasileiro, mas que enche os bolsos ruralistas dedinheiro”, pontua.

Assunção questiona os projetos em tramitação na Câmara quebeneficiam os latifundiários e a bancada ruralista. “Os projetos eleitos comoprioritários são a liberação de terra para estrangeiros e a autorização do usode agrotóxicos, até mesmo os que são proibidos em outros países, semfiscalização adequada. Por isso, a bancada ruralista quer modificar a legislaçãoque se refere ao licenciamento ambiental e quer impedir, a todo custo, adivulgação da lista suja do trabalho escravo. Não há limites para quem só pensano lucro”, dispara. Valmir frisa que o Instituto Nacional de Colonização eReforma Agrária (Incra) “mente” ao afirmar que foram criados 9.374assentamentos. “Mentira essa que já foi desmentida, pois os assentamentos‘criados’ são frutos de decretos assinados por governos anteriores”.

Para a dirigente nacional do MST, Lucinéia Durães, a popularLiu, o governo Temer “quer convencer a população de que a distribuição detítulos é a nova face da reforma agrária”. Assim como o deputado federal, Liudefende que a reforma agrária seja pautada na obtenção de terra, democratizaçãoe desconcentração fundiária. “Temer quer se abster da responsabilidade detrabalhar para que as condições mínimas de moradia, produção, cultura e lazersejam garantidas aos assentados. E é isso que tenta fazer por meio dadistribuição de títulos. Os direitos básicos de todos os brasileiros ebrasileiras não são oferecidos para quem é camponês pobre”, frisa a dirigente.

O MST afirma que se o governo Temer realmente estivessepreocupado com os pobres do campo, a sinalização estaria no orçamento público.Para 2018, o orçamento para obtenção de terras para a reforma agrária sofreu umcorte de 80%. Ainda conforme Liu, o PNRA que garante a educação para apopulação camponesa sofreu um corte de 78%. Valmir completa dizendo que otrabalhador do campo é que acaba sendo prejudicado nas relações de poder dogoverno de Temer. “O resultado de tudo isso, conhecemos e sentimos na carne. Sóem 2017, foram contabilizadas 65 mortes de trabalhadores, quilombolas ouindígenas. O maior índice de violência em 10 anos. Deste jeito, não tenhodúvidas que os conflitos deverão aumentar, com tendências de mais mortes decamponeses”.

Por Vitor Fernandes.
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