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Mulheres do MST bloqueiam acesso as usinas hidrelétricas em Paulo Afonso.

Mulheres do MST bloqueiam acesso as usinas hidrelétricas em Paulo Afonso.

20/03/2018 09h23 Atualizada há 8 anos atrás
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Mulheres do MST bloqueiam acesso as usinas hidrelétricas em Paulo Afonso.



Cantando elas ocuparam, semmaiores tumultos, a entrada e a saída. Com gritos de “pisa ligeiro, pisaligeiro, que não aguenta com a mulher, não assanha o formigueiro”. Com suasbandeiras e camisetas vermelhas, as mulheres de luta do MST – Movimento dosTrabalhadores Sem Terras, deixaram claro que quem estava dentro não sairia equem estava fora, não iriam entrar para render o turno dos operadores das usinas.A mesma coisa aconteceu para os terceirizados. Aqueles que prestam serviços a companhia.

Uma das lideranças dasmulheres no local, Liu Durante, informou que a polícia militar da Bahia quandochegou ao local, sem que houvesse nenhum diálogo, jogou bamba de gás lacrimogêneona multidão de pessoas. Entre elas tinham crianças.

Ainda segundo ela, no localtem representantes de assentamentos de quatro Estados, Bahia, Sergipe, Alagoase Pernambuco. E a ocupação é uma forma de denúncia do que ocorre hoje emBrasília, o Fórum das Corporações onde o atual governo pretende entregar o patrimôniopúblico da água, ao capital internacional privatizando.

Um recurso estratégico paraqualquer país no mundo, o Brasil é um dos poucos países que mais tem água potável.Para o Movimento Sem terras, “não é possível que entreguemos a nossa água epercamos a nossa soberania” disse Liu. Que ainda afirmou que a luta é pela é emdefesa da Chesf e do Rio São Francisco.

Elas também fizeram semanifestaram contra o assassinato da Vereadora do Rio de Janeiro, MarielleFranco e de Anderson Pedro.
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