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Brazil: pega fogo, cabaré

Brazil: pega fogo, cabaré

19/03/2019 17h19 Atualizada há 7 anos atrás
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Brazil: pega fogo, cabaré


Fulgencio Batista foi oditador cubano de 1952 a 1958. Ele já tinha sido presidente antes, mas foi comum golpe em 10 de março de 1952 que ele conseguiu acabar com a ordemconstitucional do país. Ele derrubou o eleito Carlos Prío Socarrás. Lhe parecefamiliar essa história?

Durante a ditadura deFulgencio, Cuba ficou conhecida como “o prostíbulo” americano. Tanto era oescárnio com aquele povo que Arthur M. Schlesinger, Jr, que era assessorpessoal do presidente Jonh Kennedy, chegou a fazer esta declaração, após terestado no país: “eu adorava Havana e me horrorizou a maneira como esta adorávelcidade tinha se transformado desgraçadamente em um grande cassino e prostíbulopara os homens de negócios norte-americanos.”

O ditador local tinha abertoas portas do país para que americanos pudessem fazer turismo na ilha. Estavatudo liberado. Bastava comprar uma passagem aérea, pegar um barco e logo seestaria ocupando hotéis, pousadas, ruas, praias bares e ruas.

Com a perda do poderaquisitivo da população local, o nepotismo e a corrupção marcaram aadministração golpista. A pobreza tomou conta da população. Só os corruptosendinheirados viviam uma vida nababesca.

Com dinheiro no bolso, osamericanos usaram e abusaram da fragilidade das famílias. Mulheres vendiam ocorpo para sobrevir. Era um momento de degradação social e moral de umasociedade entregue por um vassalo corrupto.

Era a época do turismo sexualfeito em Cuba. Algo que já conhecemos no passado, de triste memória, aqui noBrasil. Onde mulheres eram ofertadas em propagandas da Embratur - InstitutoBrasileiro de Turismo, distribuídas nos Estados Unidos quando o atualgovernador de São Paulo, João Doria, foi seu presidente.

Um tempo que deveria seresquecido no passado de triste memória.

Com a revolução em 1 dejaneiro de 1959 em Cuba, os Barbudos, como eram conhecidos, acabaram com apratica que envergonhava a população. Hoje seu povo anda de cabeça erguida e seorgulha e prefere esquecer este passado.

No Brazil de Bolsonaro se dá oinverso. Ele anunciou que americanos, canadenses, japonese e australianos nãovão mais precisar de visto para entrar no país. A Cuba de Fulgencio hoje éaqui.

Doenças, terrorismo, espionagem,prostituição, compra de nossas terras e riquezas a preços de banana – voltamosa ser a republica delas. Tudo isto, e muito mais do que presta em uma sociedadee no mercado, está sendo ofertado aos ricos americanos, como prostitutas nasruas de Amsterdã na Holanda.

Nem Raul Seixas nas horas emque a sua genialidade musical se mostrava como previsões teria imaginado que asua música “Aluga-Se” seria tão profética. “A solução pro nosso povo eu vou dá.Negócio bom assim ninguém nunca viu. Tá tudo pronto aqui é só vim pegar. Asolução é alugar o Brasil. Nós não vamo paga nada. Nós não vamo paga nada. Étudo free. Tá na hora agora é free. Vamo embora. Dá lugar pros gringo entrar.Esse imóvel tá pra alugar.

Com os anúncios de Bolsonaro edo ministro da Economia Paulo Guedes, que disse a empresários americanos,“Vocês podem ir lá ajudar a financiar nossas rodovias, ir atrás de concessõesde petróleo e gás. Daqui a três, quatro meses, vamos vender o pré-sal. Todosvão estar lá: chineses, americanos, noruegueses", já Brasil já não estámais para alugar. Agora é venda direta ao deus mercado.


Pior que as feiras do roloespelhadas na maioria das cidades brasileiras. A fala do ministro faz lembrarum termo bastante conhecido nas redes sócias para definir que a coisa estábastante feia e ainda pode piorar, “pega fogo, cabaré”.

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