Geral A

A brasileira por trás de uma comunidade que ensina programação para mulheres em 45 países

A brasileira por trás de uma comunidade que ensina programação para mulheres em 45 países

23/03/2019 18h45 Atualizada há 7 anos atrás
Por:
A brasileira por trás de uma comunidade que ensina programação para mulheres em 45 países


Além de fundadora do R-Ladies, a carioca de 38 anos também égerente de engenharia e ciência de dados na IBM, e representa a empresa empalestras e eventos que discutem o desenvolvimento da ciência de dados e aaprendizagem de máquinas.

Sua contribuição à diversidade de gênero com o projetoR-Ladies fez com que ela fosse a única brasileira finalista da 5ª edição doprêmio Women in Open Source, dedicado a reconhecer mulheres líderes na culturado código aberto. O resultado será divulgado em maio.


O que é o R?


R é o nome da linguagem de programação que a comunidadecriada por Gabriela ajuda a disseminar entre as minorias de gênero na área detecnologia. A linguagem, criada por programadores da Nova Zelândia, tem sidocada vez mais usada nos últimos anos para o trabalho de análise de dados,substituindo outras linguagens de programação que não eram de código aberto,como SAS e SPSS.


As duas maiores diferenças entre as linguagens de códigoaberto e fechado é que, no caso do código aberto, os softwares e programasusados são gratuitos, e eles podem ser melhorados pelos próprios usuários, quese juntam em comunidades para trocar experiências e se ajudar mutuamente."Eu me lembro de ir ao centro da cidade [no Rio de Janeiro], na RuaUruguaiana, para comprar CD pirata de SPSS. Porque é o que era usado, e essessoftwares são super caros. Então eu fui lá comprar o CD para aprender",contou ela em entrevista ao G1.

Nos últimos anos, os softwares voltados ao R passaram a seradotados oficialmente por mais empresas, o que aumentou a demanda deprofissionais da estatística e de outras áreas do conhecimento pelo domínio dalinguagem.

"A ciência de dados é tão ampla que as pessoas vêm debackgrounds diferentes. Tem gente que fez física, geologia, biologia, mas sãopessoas que desenvolvem a parte de matemática, aprender a programar. Maisimportante é pensar desde cedo em aprender a programar", recomenda agerente da IBM.


Trajetória acadêmica


Apesar da carreira bem-sucedida como cientista de dados,Gabriela levou um tempo até decidir que caminho seguir na faculdade. Em seuprimeiro ano de vestibular, ela estava decidida a ingressar na carreira deveterinária. "Mas na noite anterior à segunda fase da UFF [UniversidadeFederal Fluminense], decidi que não era o que eu queria", lembra ela, queprecisou estudar mais um ano e tentar novamente.

Como gostava de matemática, física e química, ela prestouvestibular para engenharia em todas as faculdades, menos uma, na qual tentou acarreira de estatística. Acabou passando em mais de um vestibular, e duranteseis meses cursou engenharia e estatística concomitantemente.

Mas a estatística não a deixava feliz na época. Foi sódepois de um intercâmbio nos Estados Unidos que ela conseguiu enxergar futurona área.

"Quando vim para os Estados Unidos, em 2004, fiqueiimpressionada. Tudo aqui era baseado em números e estatística", explicaGabriela.

Ao retornar ao Brasil, ela mudou o curso de engenharia naUniversidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para estatística e trancou aoutra faculdade. Foi na Uerj, também, que ela começou a trabalhar comestatística aplicada à área de saúde no Instituto de Medicina Social (IMS),como pesquisadora bolsista.

Seu próximo passo foi fazer um mestrado na área deepidemiologia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mas, em 2012, ela decidiumudar de país para buscar outros rumos na carreira.



Fonte e Matéria Completa: G1
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários