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O criminoso não era o réu

O criminoso não era o réu

11/06/2019 10h09 Atualizada há 7 anos atrás
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O criminoso não era o réu


Nunca na história desse paísum governo foi montado em bases tão questionáveis como o que está sendo feitopelo presidente eleito Jair Bolsonaro. A lista de pessoas acusadas de terempraticados crimes, de estarem sendo processadas pela justiça é grande. Mas oque chama a atenção é que o discurso na campanha era o da moralidade e contra acorrupção. Sobrou só os áudios, e a realidade é outra. E os “criminosos” estãoocupando espaço muito perto do gabinete presidencial.

Se comprovadas todas asinformações que já foram publicadas pelo Site The Intercept, nós estaremosdiante do maior escândalo jurídico político na história do Brasil. As poucas mensagensque já foram publicadas, mostram um conluio de membros do judiciário brasileiropara interferir politicamente nos destinos da nação.

Mas confesso que não são asinformações que as mensagens trazem que me assusta. O que me deixou indignado éperceber que, se tudo for comprovado, temos uma quadrilha organizada queinterferiu deliberadamente e fraudou o resultado final das eleições.

Parte do judiciário brasileiroenvolvido em uma trama criminosa. E, se verdade for, eles tinham a certeza deque nada lhes aconteceria.

O ex-juiz Sérgio Moro e oprocurador Dentan Dallagnou, pegos por um “hacker”. A que se provar isto. Estãodesnudados de suas imagens de idoneidade. Com eles, estão outros tantos. Todosligados a conhecida operação Lava jato. O complô teria acontecido para, afastardo processo eleitoral e prender o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Eleestá hoje na sede da polícia federal na cidade de Curitiba.

Hoje, promotores por todas as cidadesdo Brasil atuam como um poder, não eleito, sem um único voto popular, comoprefeito de direito. Procuradores estaduais que obrigam governadores eprefeitos a assinarem TACs – termos de Ajustes de Conduta rodos os dias. Masquem deu este poder, sem votos, a estas pessoas? Foi a constituição e leisaprovadas que visavam um aprimoramento das instituições. Mas eles foram longedemais.

A justiça brasileira não temquem a fiscalize. E os órgãos de “fiscalização” internos quase nunca pune oserros de seus membros.

Se provado que essa turmatrabalhou em conjunto para prender o maior líder político mundial da atualidadesem provas, não restará outra alternativa ao que restou de justiça no Brasilque não seja, a abertura de processo contra todos eles por formação de quadrilhae traição à pátria. Seus atos ajudaram na ideia da venda do patrimônio públicoa empresas estrangeiras.

Para que não haja maiorcontaminação dos processos e dos que deverão ser abertos contra essa turma,todos devem ser afastados de suas funções imediatamente. Caso isto nãoaconteça, toda a justiça brasileira será cumplice.

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