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Mais de 2 mil adolescentes são apreendidos no 1º semestre

Mais de 2 mil adolescentes são apreendidos no 1º semestre

22/07/2019 19h04 Atualizada há 7 anos atrás
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Mais de 2 mil adolescentes são apreendidos no 1º semestre


Para tentar manter os jovens longe da criminalidade aSSP, através das Bases Comunitárias, realiza uma série de ações sociais deeducação, esporte e lazer.

Tráfico de drogas é o crime mais cometido por adolescentesapreendidos na Bahia, no primeiro semestre de 2019. De janeiro a junho desteano, 2.401 adolescentes foram encaminhados para a Delegacia para o AdolescenteInfrator (DAI), em Salvador, e também para outras unidades da Polícia Civil naRMS e no interior, após cometerem atos infracionais, como são nomeadas as açõesilícitas quando cometidas por quem é menor de 18 anos. Destes, 300 acabaramencaminhados para centros de correção ou cumprem medidas em regime de liberdadeassistida.


Segundo a titular em exercício da DAI, delegada Laís de MirandaAccioly, adolescentes de 16 e 17 anos são os mais reincidentes. “Elesgeralmente são apreendidos por tráfico de drogas, roubo, ameaça, lesão corporale roubo a coletivo”, contou. Ela ressalta também que, na maioria dos casos, osmenores são flagrados com armas e drogas. “Nas ocorrências sempre recebemosesses materiais apreendidos junto com os jovens. Nos crimes de roubo a coletivotem sido recorrente encontrá-los armados ou com simulacro”, continuou.

Para a delegada, a falta de estrutura familiar pode ser umdos fatores para tantos menores estarem envolvidos com a criminalidade. “Sãopessoas que muitas vezes passam necessidades financeiras, geralmente temausência da figura do pai. Tudo isso encontramos por aqui”, completou Accioly,acrescentando que existem casos em que o infrator rouba, mesmo tendo umaestrutura familiar sólida e uma vida estável. “Temos ocorrências envolvendoadolescentes que têm todo o conforto em casa, dorme em quartos sozinhos,estudam em bons colégios, mas querem mais luxo, então roubam para ostentar”,relatou.

Prevenção

Com o objetivo de mudar este quadro, comum em todo o país,há nove anos, as Bases Comunitárias de Segurança (BCS) da Polícia Militarbuscam melhorar a realidade social, oferecer atividades de lazer e capacitação,além da conscientização de jovens, em áreas carentes, através de projetosculturais focados em educação, esporte e lazer. As unidades estão presentes embairros de Salvador, Região Metropolitana e interior do estado.

A comandante da Base Comunitária do Calabar, capitã AlineMuniz, relatou que ao longo dos anos, o trabalho social retirou diversos jovensdo estado de vulnerabilidade, oportunizando um futuro melhor. “As estratégiasutilizadas afastam eles do tráfico de drogas, pois sabemos que a oferta é muitogrande”, contou a oficial.

Ainda segundo a capitã, um aluno que atualmente é o maiormedalhista do projeto de boxe foi resgatado quando iniciava aproximação com ocomércio de entorpecentes “Ele vive em um ambiente familiar instável muitogrande. Vencemos essa batalha e hoje, além dele ser um campeão, conseguiutambém um estágio em uma empresa, através do programa Jovem Aprendiz, lhegarantindo estabilidade financeira, além de aprender uma profissão”, disseemocionada. Segundo ela, esse é apenas um dos muitos exemplos dos resultados dotrabalho da base.

A Base Comunitária de Segurança do Calabar oferece cursos deInglês, judô, boxe, passarela, reforço escolar, fitdance adulto e infantil,bombeiro civil, recreação, teatro, futsal, vôlei, saúde na melhor idade,primeiro som (instrumento de sopro, iniciação musical e violão),profissionalizantes e preparatórios para o Enem e concursos. Três alunos dosprojetos da BCS também já foram aprovados no concurso da Polícia Militar.

Foto: Alberto Maraux.

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