Geral Paulo

Paulo Pimenta: a eleição foi fraudada!

Paulo Pimenta: a eleição foi fraudada!

01/08/2019 14h34 Atualizada há 7 anos atrás
Por:
Paulo Pimenta: a eleição foi fraudada!


O Deputado e líder do Partidodos Trabalhadores, Paulo Pimenta, nos últimos dias se tornou a imagem de um possívelpedido de Impeachment de Jair Bolsonaro. Isto porque ele teria declarado quenão dá mais para “tapar o sol com a peneira”. Uma clara referência aosproblemas que são causados todas as vezes que o presidente faz algumadeclaração pública.

“A possibilidade do impeachmenté mais amplo e não pode ser desconsiderado. Porque se ele segue em um estadopolicial, que é a antessala de um estado de exceção, nós vamos assistir issoaté quando?”, pergunta o deputado. Ele acredita que não há, hoje no Congresso,um clima para um pedido ser apresentado, mas que o debate deve acontecer e sercolocado para debate na sociedade.


Perguntado se há clima parauma mobilização da população em uma campanha de Impedimento de Bolsonaro, odeputado disse, “quando eu falei que o presidente precisa ser impedido, eufalei até de uma forma mais ampla que propriamente só o Impeachment”. Isto porque,ainda segundo Pimenta, “não é possível que nós possamos naturalizar e aceitar tudoo que o Bolsonaro faz, como se fosse o jeito dele. O jeito dele de fazer apologiada tortura, o jeito dele de atacar as comunidades indígenas, e não é”.

Pimenta ainda lembrou que aúltima eleição para presidente foi fraudada. Essa afirmação se dá a fatos comouso do whatsapp para a distribuição em massa de falsas notícias contra o PT, eagora, com as publicações que estão sendo feitas pelo Site The Intercept, quemostra como a justiça foi usada para perseguir, incriminar e interferir noresultado final do pleito eleitoral.

“Eu na época, inclusive, resistia ideia de reconhecer com tanta naturalidade o resultado de uma eleição que nóssabíamos que tinha sido fruto de um esquema poderoso e criminoso de utilizaçãoilegal das redes sociais. Tanto do ponto de vista do financiamento com páginashospedadas fora do Brasil para burlar a legislação eleitoral como pelo conteúdodas fakes news que foram corrosivos, especialmente contra a figura do (Fernando)Haddad na reta final da campanha. Mas as revelações do Intercept mostram umaatuação política do (Sérgio) Moro e do (Dentan) Dallagnou no processo eleitoral”,afirma Pimenta.

Bolsonaro, Guedes, Moro eMourão, são, “representantes de uma eleição ilegítima, que deve inclusive serquestionada”, afirmou Pimenta. Para ele, essa é a forma de deixar claro o nãoreconhecimento e não se pode aceitar essas loucuras de Bolsonaro como algocomum no país.

Bolsonaro tem um papelinstitucional para dentro e para fora do país e na medida que comete crimesdiários, precisa ser responsabilizado pelos mesmos. O que acontece hoje é que o,“supremo tribunal federal está de uma maneira absolutamente constrangida emsilêncio”.

Na medida que o presidente aumentao tom, que em uma semana atacou o Jornalista Glee Gleenwald, atacando com isto aliberdade de expressão, foi a manifestação de que a líder indígena, EmyraWaiãpi, não teria sido assassinada no Amapá, a subordinação total aos EstadosUnidos ao proibir o reabastecimento de navios do Irã a pedido do presidenteAmericano, Donald Trump, a de que, “se tiver, filé mignon, darei primeiro aosmeus filhos”, ataques sucessivos ao presidente da OBA, Felipe Santa Cruz, aodizer que se ele, filho, quisesse saber como seu pai teria morrido nos porões doexército, Bolsonaro diria como foi, além da ocupação do Sindicato e desprezo ademocracia. “Quem não percebe que isto é um crescente, não entende a gravidadee a delicadeza do momento em que vivemos”. Para Pimenta, estas agressões estãolevando setores do campo democrático, mesmo aqueles que não militam no campo daesquerda já falam que “esse cara tem que ser interditado”.
E esse estimula a violênciatem que ser combatido. “Ele tem que ser responsável, ele estimula a violência,o ódio, a intolerância”, e é essa conduta que faz com que pessoas que se identificamcom estas práticas saiam atacando, promovendo a violência contra outras, disse odeputado.

Pimenta lembrou do dia 31 demarço deste ano quando Bolsonaro anunciou que os quarteis deveriam comemorar dogolpe de 64. Neste caso, o STF só reagiu após ser vítimas pedirem a proibição. Mesmoassim, quarteis fizeram manifestações para preservar, “legado em defesa dademocracia”. O que é rechaçado pela história dos crimes cometidos durante aditadura militar no Brasil.

Este silêncio, não se dásomente no meu jurídico. Mesmo Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputadossendo filho de um exilado político, e que também por isto, nasceu no Chile,além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, os dois permaneceram caladosdiante da agressão.

Agora, sendo também elesatacados, talvez tenham uma reação condizente com os cargos que ocupam.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários