A decisão do STF de manter o ex-presidente Lula em Curitibadesautoriza a juíza Carolina Lebbos e representa uma derrota importante, aindaque parcial, da Polícia Federal e do Ministério Público, que queriam com atransferência deteriorar as suas condições carcerárias, aumentar o seu grau deisolamento e mudar o regime de visitas que expõem a sua condição de presopolítico.
O STF decidiu, praticamente por unanimidade, que Lula tem odireito de permanecer numa cela especial, chamada de sala de Estado-maior, nopadrão das instalações onde está na PF de Curitiba.
A posição do Supremo colocou um limite para a juíza Lebbos eà Operação Lava Jato, que tentam esconder que Lula é um preso político, deforma injusta e arbitrária, como está demonstrado nas mensagens divulgados porThe Intercept.
A manobra da juíza faz parte da perigosa reação de SérgioMoro, Deltan Dallagnol e MP, que tentaram reativar o caso da prisão de Lula emum momento de desmoralização com as revelações do The Intercept e às vésperasde uma decisão no STF sobre a parcialidade do então juiz, que discutirá umhabeas corpus, e à possibilidade de progressão da pena de regime fechado parasemiaberto.
A reunião de parlamentares de diversos partidos com opresidente do STF Dias Tóffoli, para apresentar posição contrária àtransferência de Lula para o Presídio de Tremembé em São Paulo, demonstra que odesgaste da Operação Lava Jato está crescendo e alcançando setores queanteriormente apoiavam medidas que hoje são consideradas de exceção.
Convocamos todos os democratas a manter vigilância contra asmanobras em curso, fortalecer os protestos para denunciar as arbitrariedades daLava Jato e a se somar às atividades propostas pela Campanha Lula Livre, como acoleta de assinaturas pela anulação das sentenças, as plenárias estaduais porLula Livre e os mutirões de diálogo com o povo.
Hoje obtivemos uma vitória parcial contra os que queriampiorar a situação, mas só haverá justiça quando Lula estiver livre e suas penasforem anuladas!
O Brasil precisa de justiça!
Comitê Nacional Lula Livre.