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Bolsonaro é tiranete entreguista. Macron, neocolonialista (Por José Reinaldo)

Bolsonaro é tiranete entreguista. Macron, neocolonialista (Por José Reinaldo)

27/08/2019 10h12 Atualizada há 7 anos atrás
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Bolsonaro é tiranete entreguista. Macron, neocolonialista (Por José Reinaldo)


O dirigente comunista José Reinaldo Carvalho, editor da PáginaResistência, comenta sobre a posição do governo Bolsonaro em face da devastaçãoda Amazônia, seu caráter de tiranete à frente do Executivo nacional, criticandoao mesmo tempo a posição neocolonialista do presidente francês Emmanuel Macrone do G7

É falsa a polarização entre o ocupante do Palácio doPlanalto, Jair Bolsonaro, e o inquilino do Eliseu, Emmanuel Macron. 

Bolsonaro lidera um governo de traição nacional. Todos osacordos que assinou com o governo imperialista de Trump demonstram isso.

Igualmente, sua política externa de submissão dos interessesnacionais aos desígnios do imperialismo estadunidense e o desbragadoentreguismo da política econômica.

Bolsonaro chefia um governo antissocial, o que implicatambém uma concepção e uma prática de destruição do meio ambiente, incluindo afloresta amazônica.

Bolsonaro ignora e viola quaisquer regras democráticas,civilizacionais e da dignidade humana. Desconhece a diplomacia e se comporta demaneira grosseira e vergonhosa. É misógino, não respeita as mulheres e ofendetodos os seres humanos que não façam parte do seu clã. As ofensas àprimeira-dama da França são inaceitáveis, feriram também as mulheresbrasileiras e ambas as comunidades nacionais.

Todo o comportamento de Bolsonaro como tiranete à frente dogoverno, seu extremismo direitista, a má conduta e as violações à Constituiçãosão suficientes para demonstrar que a defesa da democracia, dos direitossociais, da soberania nacional e territorial do Brasil requerem a suaderrubada.

Quanto ao presidente francês, Emmanuel Macron e o G7, clubefechado de países imperialistas, está claro, e não é de agora, que cobiçam aAmazônia brasileira.

A proposta de internacionalizá-la, recorrente, deve serenergicamente rechaçada pelos patriotas, o que também só poderá ser feito sob aliderança de forças democráticas e anti-imperialistas e sob um novo governo.

Não nos esqueçamos de que a Otan (Organização do Tratado doAtlântico Norte), braço armado do imperialismo estadunidense e de países da UniãoEuropeia, estabelece em seu novo conceito estratégico a prerrogativa de atacarmilitarmente países que sejam considerados ameaça ao equilíbrio ambiental doplaneta.

O Brasil deve ser capaz de preservar a floresta amazônica eo meio ambiente e se sente partícipe do destino comum da humanidade, mas istonão se alcançará por imposição nem ingerência de potências neocolonialistas.

Outra coisa é ajuda de países amigos e organismosinternacionais, com caráter emergencial ou duradouro, ajuda sempre válida e bem-vinda,se não acompanhada de exigências que firam a soberania nacional e baseada emcritérios objetivos, combinada segundo o princípio da igualdade e estruturadapor meio de acordos juridicamente perfeitos segundo o Direito Internacional.

Somente com o avanço econômico e social de toda a humanidadee a conquista de uma nova ordem econômica e política internacional, o queexclui a hegemonia de potências imperialistas, o ideal do destino compartilhadoserá concretizado.

A luta pela soberania nacional é inadiável, entrelaçada coma luta democrática e pela solução das graves questões sociais.



Por José Reinaldo no Blog Resistência.
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