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Inseticida natural desenvolvido na Bahia promete eficácia contra o Aedes Aegypti

Inseticida natural desenvolvido na Bahia promete eficácia contra o Aedes Aegypti

07/10/2019 10h26 Atualizada há 7 anos atrás
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Inseticida natural desenvolvido na Bahia promete eficácia contra o Aedes Aegypti


Há tempos que a luta contra o mosquito Aedes, transmissor dadengue, zyka e outras doenças, perpetua em todo o cenário estadual e nacional.Preocupada com o aumento de 667% no número de casos de dengue, entre janeiro eagosto deste ano, uma cientista baiana buscou formas de combater as larvas domosquito. Em seus estudos, foi desenvolvido um novo tipo de inseticida, feito apartir uma planta conhecida como Nim.


O objetivo principal é intensificar a luta contra as doençastransmitidas pelos mosquitos que acometem principalmente as regiões mais pobresda Bahia e que, muitas vezes, não podem pagar pelo inseticida devido ao custo.Segundo a criadora do novo “bioinseticida”, Layse Lima, concluinte do mestradoem ecologia e evolução da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS),para desenvolver este produto, bastou triturar 400g da semente e acrescentar umlitro de água. “Dessa forma, qualquer um pode ter um bioinseticida em casa, deforma prática e barata. Outras partes desta mesma planta já são utilizadas como mesmo viés, entretanto, a partir da criação de um óleo, do qual é necessárioum processo mais longo e que custa mais caro.”, explicou.

A pesquisadora conta que a inspiração para o trabalho veiodas visitas domiciliares que realizava pelo Centro de Controle de Zoonoses deSanto Amaro, onde a maioria dos moradores acumulava água que gerava focos depragas dos mosquitos. “A situação é mais complicada do que parece, nessa regiãonão basta somente remover os acúmulos de água, pois realmente há a necessidadede mantê-los em determinados reservatórios, visto que o local não possuiabastecimento diário”, alertou.

Layse conta que o produto já foi testado e teve uma eficáciade 76,6% de morte de larvas após a exposição ao extrato das sementes. Além daeficácia e da praticidade, o produto tem outro adicional que é o fato de nãoser tóxico. “A princípio, a quantidade utilizada em formulados para eliminar aslarvas de mosquito não é tóxica para nenhum mamífero, mas estamos aprimorandoos estudos para nos certificar da quantidade adequada para que a substânciacontinue sendo inofensiva aos humanos”, afirmou.

O projeto recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento dePessoal de Nível Superior (Capes) e foi desenvolvido em parceria com oprofessor Gilberto Mendonça, também da Universidade Estadual de Feira deSantana (UEFS).



Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação(Secti) e a Fapesb estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma sériede reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvemtrabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com amelhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação,segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre àssegundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redessociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pautadeste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail.
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