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Vice de Flávio Bolsonaro é acusado de estupro

A chapa Bolsonaro-Gaspar nasce fragilizada e cercada de polêmicas

05/08/2026 12h15
Por: Redação Fonte: Dimas Roque
Vice de Flávio Bolsonaro é acusado de estupro

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, 55 anos, nasceu em Maceió e construiu carreira como promotor de Justiça em Alagoas, chegando a ocupar o cargo de Procurador-Geral de Justiça por dois mandatos. Também foi secretário de Segurança Pública do estado e ganhou projeção nacional como relator da CPMI do INSS, onde apresentou relatório pedindo o indiciamento de mais de 200 pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2020, disputou a prefeitura de Maceió, mas perdeu no segundo turno. Em 2022, foi eleito deputado federal e, em 2026, migrou para o PL, assumindo o comando da sigla em Alagoas.

Apesar da trajetória institucional, Gaspar carrega denúncias que mancham sua imagem pública. Entre elas, está a acusação de estupro, registrada em boletim de ocorrência durante sua passagem pelo Ministério Público. O caso, que ainda gera debates e questionamentos, nunca foi plenamente esclarecido, mas permanece como sombra sobre sua carreira. A indicação de um nome com esse histórico para compor a chapa presidencial levanta sérias dúvidas sobre o compromisso de Flávio Bolsonaro com valores éticos e respeito às mulheres. 

A decisão de Flávio Bolsonaro de formar uma chapa “puro-sangue” apenas com integrantes do PL, sem alianças com outros partidos, já havia sido vista como sinal de isolamento político. Agora, com a escolha de Gaspar, o cenário se torna ainda mais delicado. Analistas apontam que a presença de um vice marcado por acusações graves pode afastar eleitores moderados e reduzir a capacidade de atrair apoios estratégicos, especialmente entre mulheres, que representam mais da metade do eleitorado.

A chapa Bolsonaro-Gaspar nasce fragilizada e cercada de polêmicas. A oposição deve explorar intensamente o histórico do vice para desgastar a candidatura, enquanto aliados já demonstram preocupação com a repercussão negativa. A escolha expõe a dificuldade de Flávio Bolsonaro em construir alianças sólidas e amplia a percepção de que sua campanha aposta em nomes alinhados ideologicamente, mas vulneráveis politicamente. O resultado pode ser um isolamento ainda maior na corrida presidencial de 2026.

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