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Jerônimo encurrala ACM Neto com resultados, expõe herança carlista e apresenta agenda para novo mandato

Jerônimo terminou o primeiro grande confronto da campanha tentando desmontar duas imagens que ACM Neto busca construir

09/08/2026 22h24
Por: Redação Fonte: Dimas Roque
Imagem da internet
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O primeiro debate da eleição de 2026 colocou frente a frente dois projetos conhecidos dos baianos — e Jerônimo Rodrigues tratou de levar ACM Neto para o terreno mais desconfortável ao adversário: o confronto entre discurso e resultado. Na Band, neste domingo (9), o governador combinou ataques ao legado do carlismo e à passagem de Neto pela Prefeitura de Salvador com números de sua gestão e compromissos para um novo mandato.

Na saúde, a diferença foi apresentada em hospitais. Jerônimo afirmou ter entregue 15 novas unidades em três anos e meio, manter outras oito em construção e participar da implantação de mais 15 hospitais estaduais e municipais em parceria com prefeituras. Citou Valença, Itapetinga, Jacobina, Serrinha e Paulo Afonso e falou em cerca de 6 mil novos leitos espalhados pelo estado.

Depois dos números, veio a cobrança que Neto não conseguiu tirar do debate: “Em 20 anos, quantos hospitais de alta complexidade foram feitos?”. Jerônimo mirava diretamente o período em que o carlismo governou a Bahia e usou a pergunta para confrontar a tentativa do adversário de se apresentar como novidade depois de pertencer ao grupo que comandou o estado por duas décadas.

Salvador, vitrine política de ACM Neto, também entrou na conta. Jerônimo comparou a estrutura da capital com Fortaleza, que, segundo ele, possui dez hospitais municipais, e questionou as entregas do grupo que governa a cidade há mais de uma década. Ao mesmo tempo, defendeu o fortalecimento da atenção básica e a interiorização da saúde, citando a policlínica do Novo PAC em Camaçari e o novo hospital de Alagoinhas, em parceria com o governo Lula.

Na segurança, Jerônimo atacou um dos flancos mais constrangedores do adversário. Lembrou que Márcio Canella, apresentado em evento da Fundação Índigo como referência na área e elogiado por ACM Neto, foi preso com um fuzil. “Não é um bom exemplo para nós”, disparou.

O governador então contrapôs o episódio ao que apresentou como seu modelo de enfrentamento ao crime: 11 mil policiais, bombeiros e peritos contratados, 273 delegacias e batalhões inaugurados, 6.600 viaturas, 20 mil coletes, helicópteros, drones, ampliação do videomonitoramento e investimento em inteligência. Citou ainda queda de 13% nas mortes violentas em 2025, nova redução de 20% no primeiro semestre deste ano e recuo próximo de 30% em Salvador. “Eu não passo a mão na cabeça de criminoso”.

A educação abriu outra comparação incômoda para Neto. Jerônimo prometeu universalizar o ensino em tempo integral e a educação profissional nos municípios baianos e afirmou que a modalidade integral já passou de 186 para 388 cidades, alcançando 93% do estado. Destacou ainda o avanço da alfabetização de 36% para 55% em um ano, mais de 700 novas escolas e R$ 9,7 bilhões aplicados em infraestrutura.

E voltou a Salvador. Segundo o governador, o Estado atende hoje 65 mil estudantes na capital que deveriam estar sob responsabilidade da prefeitura. A cobrança atingiu o centro do argumento eleitoral de ACM Neto: se sua principal credencial para governar a Bahia é a experiência administrativa em Salvador, Jerônimo decidiu examinar essa experiência área por área.

Jerônimo terminou o primeiro grande confronto da campanha tentando desmontar duas imagens que ACM Neto busca construir: a de gestor superior e a de alternativa ao que existe na Bahia. Contra a primeira, colocou Salvador na mesa. Contra a segunda, puxou os 20 anos de carlismo. E, enquanto empurrava o adversário para prestar contas do passado, apresentou hospitais, escolas, segurança, educação integral e novas entregas como argumento para pedir mais quatro anos.

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